Novas Regras no Uso do Cartão de Crédito

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

O uso do cartão de crédito é um dos principais responsáveis pela inadimplência da população, possuindo umas das taxas mais elevadas do mercado brasileiro.

De acordo com o Banco Central, em dezembro do ano passado, atingiu 484,6% ao ano – o equivalente a 15,85% ao mês. A dívida, quando não quitada integralmente, aumenta rapidamente devido às altas taxas incidentes, ocasionando, muitas vezes, a impossibilidade de quitação por parte do consumidor, que necessita renegociar a dívida.

A partir de abril mudam as regras no uso do cartão de crédito. A medida governamental tem por objetivo reduzir os juros para os clientes que precisam utilizar o rotativo do cartão, diminuindo a inadimplência e evitando a ocorrência do superindividamento.

[Tweet “O rotativo é acionado quando o cliente paga qualquer valor entre o mínimo da fatura e o total.”]

Com essa medida, os consumidores que entrarem no crédito rotativo, após 30 dias, o banco oferecerá ao cliente o parcelamento do saldo devedor. Outra opção será a de o consumidor, decorrido esse prazo, realizar o pagamento à vista. Não aderindo a nenhuma dessas possibilidades, tornar-se-á inadimplente, pagando uma taxa de juros elevada. A exemplo, caso a fatura tenha o valor de R$ 1 mil, e o cliente pagar apenas R$ 150, ele entrará no rotativo apenas por um mês. Assim, após 30 dias, a conta a ser paga de R$ 850,00 subirá para R$ 948,72.

Ocorre que, na prática, a depender do banco, o valor referente ao pagamento mínimo ficará mais alto. E apesar de as novas regras visarem à redução do juro pago pelo cliente, órgãos de defesa do consumidor reclamam mais clareza sobre os novos padrões de cobrança.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) não determinou como deve funcionar o sistema e por isso cada banco definiu um padrão de cobrança.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) está elaborando uma carta ao Banco Central a fim de indicar os pontos que considera falhos na mudança, já que falta clareza na norma, sendo prejudicial ao consumidor. E afirmam que da maneira como serão as aplicadas as regras, a tendência é que o consumidor recorra mais ao mínimo, tendo por risco replicar a dinâmica atual do rotativo.

De qualquer forma, a melhor opção ao consumidor ainda é pagar a fatura em sua integralidade.

Se não for possível, o consumidor deverá ficar atento, pois, após os 30 dias no rotativo, e cada banco pode definir quais alternativas vai oferecer ao cliente, nem sempre a oferta oferecida pela instituição será a melhor. Outro ponto que deve ser observado é que o empréstimo pessoal pode ser menos custoso que o parcelamento.

Por fim, o consumidor deverá ficar atento à outros dois pontos: a nova regra não definiu o limite de gastos no cartão após o prazo de 30 dias no rotativo e nem se o cliente terá seu limite de crédito reduzido até quitar a dívida, isso também ficará a critério de cada instituição já que não há regra estabelecida a esse respeito; e, se a migração do rotativo do cartão de crédito para um financiamento alternativo será automática, ou se o cliente terá que expressar a sua escolha de alguma forma.

Gostou? Deixe o seu Comentário...