Tutorial para o Recurso do XXII Exame de Ordem

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

Recorrer não é um bicho de 7 cabeças, mas podemos destacar algumas informações bem importantes!

NÃO SIGA MODELOS DE RECURSO! OK?

Cada candidato, individualmente, terá de fazer seu próprio recurso sem utilizar qualquer tipo de modelo, extraindo sua própria fundamentação para as razões recursais e tentando descobrir em quais itens não conseguiu lograr nota. Isso exigirá uma análise muito detalhada das respostas.

NÃO interponha seu recurso imediatamente! Pense! Essa pressa é absolutamente desnecessária. Deixe para interpor a partir de quando achar que ele esta realmente maduro (não esqueça do prazo). O momento é o de trabalhar nas fundamentações e deixar tudo redondinho, bem estruturado, sem pressa e sem atropelos.

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Cada candidato poderá elaborar UM recurso com até 5000 (cinco mil) caracteres. Escrevam na 3a pessoa, usando de objetividade e clareza.

Para ficar bem claro: Peça: 5.000 caracteres. Cada questão: 5.000 caracteres.

A via recursal é muito estreita e as estatísticas provam isso. Fazer um recurso bem feito, sem ilusões e sem copiar os fundamentos de ninguém é de suma importância para o sucesso!

VEJAMOS OS ERROS MAIS COMUNS DA BANCA!

1 – Correção equivocada em função da banca ter adotado uma visão diversa ou distorcida do melhor Direito;

2 – Correção equivocada apesar da redação ter sido correta.

IMPORTANTE!

Sob o aspecto formal, o recurso dispensa quaisquer requisitos intrincados. Como o recurso é enviado exclusivamente via internet, basta escolher o quesito(s) que sera (serão) impugnado (s) e escrever os fundamentos do recurso. Não precisa colocar nenhum tipo de cabeçalho ou endereçamento. Bastam os fundamentos de forma direta e objetiva!

[Tweet “Quanto aos fundamentos, precisamos estabelecer alguns critérios para enfrentar o padrão de resposta e o espelho criados pela FGV.”]

Repito: não usem modelos! O modelo nada mais é do que um lindo caixão para a sua correção. Não usem modelos!
Como cada candidato terá de garimpar em sua prova os pontos que:

1 – Não foram corrigidos;
2 – Foram corrigidos erroneamente;
3 – Cuja fundamentação o candidato discorde;
4 – Com erros estruturais no espelho, como a ausência de pontuação para itens específicos.

A maioria dos recursos bem sucedidos buscam demonstrar para a banca que a resposta exigida no espelho foi efetivamente redigida.

Falhas sempre ocorrem, e o candidato precisa identificá-las.
Leia com muita atenção cada item do espelho e busque a respectiva fundamentação na redação na sua prova.

Procure demonstrar que você escreveu exatamente o que a banca queria, ou mostrando um trecho de sua redação (vale tanto para a peça prática como para as questões) que se amolda ao padrão de resposta, ou que sua resposta estava exposta de forma implícita, dado o seu fundamento.

Ou seja, procure demonstrar um perfeito paralelismo entre o padrão e sua redação – seus fundamentos estão em conformidade com o exigido pela banca.

Essa forma de recorrer é a mais adequada e possui maiores probabilidade de sucesso – Demonstrem que os requisitos do padrão estão contidos na prova.

Observem também OUTROS aspectos:

1 – NÃO RECORRA DE TUDO!! E isso por dois motivos: Você só terá 5.000 caracteres, o que não é muito, e não adianta tentar recorrer de uma erro evidente. Seja honesto no recurso. Errou? Reconheça isso e ponto. Você está elaborando um recurso e não um milagre.

2 – Não seja prolixo! Objetividade vale ouro!! Transcreva no seu recurso trechos da sua prova que demonstrariam a pertinência da sua redação (não tem problema nenhum transcrever trechos da prova no recurso – isso não implica em identificação). Mas sempre de olho no espaço. Se não der, indiquem as linhas da prova em que se encontra o ponto a ser ressaltado para a banca.

3 – Não copie a letra da lei ou da jurisprudência. Isso inclusive consumiria um espaço que vocês não poderão ceder. Se forem colar alguma jurisprudência, deem preferência apenas às ementas. Mas faça isso apenas na última hipótese.

Por fim, caso um candidato tenha tirado zero na peça prática, é necessário fazer uma abordagem diferenciada.

O zero pode ter decorrido de dois fatores:

1 – Erro na escolha da peça prática
2 – Fuga do problema
3 – Identificação do candidato

Nas três hipóteses o candidato se deparará com todos os elementos do espelho zerados. Não há nenhum referencial a ser seguido.

Se a peça foi a correta, tal como expresso no espelho, mas mesmo assim a nota é zero, é porque houve fuga do problema. O candidato deve demonstrar no seu recurso que não houve fuga alguma e que seu raciocínio é pertinente ao problema proposto.

Aqui o exercício da retórica é aconselhável. Procure de todas as forma conformar o problema com a resposta, mostrar que a peça está em conformidade com o espelho. Esse é o caminho.

Se o você tirou zero porque errou a peça, deverá optar pela confrontação com o espelho. Elabore seu recurso combatendo o entendimento da banca em relação à peça processual considerada como correta. Demonstre que sua escolha tem fundamento e pertinência jurídica e poderia perfeitamente atender, como solução jurídica, ao problema prático-profissional apresentado. Aqui deveremos incluir erros nos ritos.

O importante, sob qualquer circunstância envolvendo seu recurso, é vê- lo, efetivamente, como uma preparação para uma futura ação.

Lembre-se: cada recurso possui sua própria história, pois cada recurso nasce de uma fundamentação distinta das demais.

Façam seus próprios recursos, de acordo com cada peça prática tomada individualmente.

No mais, tenha em mente a real possibilidade de sucesso com um recurso. Isso decorre do fato de que sempre ocorrem erros nas correções. Afaste-se de suas paixões, medos e frustrações naturais nesse momento de reprovação preliminar e trabalhe seu recurso com frieza e calma.

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